Resenha: A Última Carta de Amor

segunda-feira, 16 de outubro de 2017


Título: A Última Carta de Amor
Autor (es): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Idioma: Português BR
Páginas: 384

Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.

Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento.

Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.




Esse livro estava intacto na estante da minha mãe há anos, então eu decidi que seria uma boa leitura após a estranheza que "O Pacto" havia deixado em mim. Nunca havia lido nada da Jojo Moyes e acho que sequer um romance romântico. Tive uma surpresa positiva.

É uma história sobre encontros e desencontros. Sobre casamento, amores perdidos e achados, amores proibidos, amores imorais e desamores. Com personagens muito verdadeiros e dilemas reais da vida adulta, é fácil de se ver em alguns questionamentos deles - mesmo quando a trama está se passando nos anos 60!

Ellie e Jennifer, por mais que sejam de épocas diferentes e vivam complicações também diferentes, são ligadas pelo acaso e podem ter muito em comum.

A história não é contada na ordem cronológica certa, então o livro todo é cheio de mistério, pois são escondidos acontecimentos (que só mais pra frente são revelados), o que dá vontade de não parar de ler.

Além dos amores e do mistério, nós temos uma visão incrível da evolução do papel da mulher na sociedade em vários parâmetros: como esposa, como mãe, como trabalhadora. As passagens da década de 60 me fizeram refletir muito sobre como algumas conquistas são tão recentes.

Adorei a escrita: bem fluida, com muito diálogo. Mesmo não sendo meu gênero preferido, fiquei com vontade de conhecer mais do trabalho da autora.

Demorei um pouco para ler porque torci tanto pelos personagens que quando acontecia algo não tão favorável eu ficava frustrada e dava um tempo. Mas só porque fui realmente cativada por eles. Nesse quesito, mais um ponto para Jojo Moyes.

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