Resenha: A Escolha

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018


Título: A Escolha
Autor (es): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Idioma: Português BR
Páginas: 352

Sinopse: Quando foi sorteada para participar da Seleção, America não imaginava que chegaria tão perto da coroa - nem do coração do príncipe Maxon. Com o fim do concurso cada vez mais próximo, e as ameaças rebeldes ao palácio ainda mais devastadoras, ela se dá conta de tudo o que está em risco e do quanto precisará lutar para alcançar o futuro que deseja.
America já fez sua escolha, mas ainda há muitas outras em jogo... Aspen, seu antigo namorado, terá de encarar um futuro longe dela. E Maxon precisa ter certeza dos sentimentos da garota antes de tomar a grande decisão, ou acabará escolhendo outra concorrente.




Enfim terminei a leitura do terceiro volume da saga "A Seleção", o último dessa fase da história, protagonizado por America.

Eu já havia dito nas resenhas dos livros anteriores que sentia muita falta de um enredo mais sólido na parte política e infelizmente isso se deu ainda mais forte em "A Escolha". Para mim, esse é definitivamente o pior ponto da série.

Tem momentos que são até infantis e que me fizeram rir. Principalmente a conversa que America media entre Nicoletta e Georgia. EM QUE SITUAÇÃO AQUELE ACORDO ACONTECERIA NO MUNDO REAL????

Mas a leitura também tem vários pontos positivos. Achamos que a história está tomando um rumo e até sentimos certa raiva dos personagens, mas somos surpreendidos com uma reviravolta.

No mais, é um livro bom. Gostei muito de ver Kenna dizendo a America o que eu gostaria de ter dito desde o começo, que o que ela estava fazendo com os garotos era muito errado (vou deixar assim, pra não dar spoilers).

"Por acaso o céu não sabia que o mundo estava desabando? Como o sol podia brilhar?" 

Resenha: V de Vingança

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018


Título: V de Vingança
Autor (es): Alan Moore e David Lloyd
Editora: Panini
Ano: 2006
Idioma: Português BR
Páginas: 308

Sinopse: Uma poderosa e aterradora história sobre a perda da liberdade e cidadania em um mundo totalitário bem possível, V de Vingança permanece como uma das maiores obras dos quadrinhos e o trabalho que revelou ao mundo seus criadores, Alan Moore e David Lloyd. Encenada em uma Inglaterra de um futuro imaginário que se entregou ao fascismo, esta arrebatadora história captura a natureza sufocante da vida em um estado policial autoritário e a força redentora do espírito humano que se rebela contra esta situação. Obra de surpreendente clareza e inteligência, V de Vingança traz inigualável profundidade de caracterizações e verossimilhança, em um audacioso conto de opressão e resistência.




Sou um pouco suspeita pra falar desse livro, porque já assisti ao filme muitas vezes e é um dos meus favoritos. Mas devo dizer que tive uma bela surpresa durante essa leitura: a HQ consegue ser ainda melhor que o longa!

V de Vingança foi escrito há muito tempo e fala de uma Inglaterra futura (dos anos 90), mas poderia ter sido escrito agora e estar ambientado no Brasil, ou nos Estados Unidos. É extremamente atual, fala sobre minorias, religião, poder, liberdade, política, luta, revolução, caos e, claro, vingança. Os personagens são muito humanos e complexos.

Essa vai ser uma resenha bem breve, porque sinto que não tenho como escrever o tamanho da obra de Alan Moore, é preciso lê-la para sentir sua grandiosidade.

Resenha: Caixa de Pássaros

domingo, 24 de dezembro de 2017


 
Título: Caixa de Pássaros
Autor (es): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Idioma: Português BR
Páginas: 272

Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.



 

Esse é um daqueles livros que você vai ler de uma vez só, porque simplesmente não consegue largar.

A história é muito envolvente e você se sente como a protagonista, Malorie: de olhos fechados. O que está à espreita? Como é o mundo lá fora? Ela não sabe, você também não. Você tateia mentalmente as coisas tentando descobrir, sentindo a agonia tomar conta, sem saber se o perigo está por perto ou não.

Em várias partes tive que prender a respiração e continuar lendo, lendo, lendo, avançando no escuro. E isso é a coisa mais mágica que um livro pode fazer: fazer você estar nele.

Os personagens são muito fortes e extremamente humanos. Ao longo da trama existem períodos de muita coragem, mas também de confusão, medo, desconfiança. Exatamente o que eu ou você sentiríamos nessa situação.

Eu só não dei cinco estrelas porque senti que o final destoou um pouco do resto da história. O desenvolvimento foi tão intenso que acho que esperei um final gigantesco, maior ainda que tudo aquilo. Só que não sei se teria como ser maior, porque o autor acertou muito. Entrou pra lista de favoritos.

Resenha: O Adulto

domingo, 17 de dezembro de 2017


Título: O Adulto
Autor (es): Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Idioma: Português BR
Páginas: 64

Sinopse: Vencedor de um Edgar Award, O adulto, de Gillian Flynn é uma homenagem às clássicas histórias de terror.

Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes.
Certo dia, ela atende Susan Burkes, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação.
No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance.
Em seu estilo inconfundível que arrebatou milhares de fãs, Gillian Flynn traça surpreendentes e intrigantes perfis psicológicos dos personagens e tece uma narrativa repleta de suspense ao mesmo tempo em que brinca com elementos clássicos do sobrenatural.




Preciso começar dizendo que comprei esse livro por engano. Como ainda não havia lido nada da Gillian Flynn, aproveitei a Black Friday pra comprar uma obra dela. Já assistira "Garota Exemplar", então resolvi comprar este título. Levei um susto quando finalmente chegou, porque não sabia que se tratava de um conto (dã!).

Entretanto, não me arrependi nem um pouco de tê-lo adquirido, pois adorei a escrita da autora e o clima de suspense criado.

A protagonista é uma personagem bastante interessante e original, mas eu acabei "prevendo" (sorry pela piada) parte do final, um dos caminhos apresentados para o desfecho. Só que no fim a dúvida permanece e a história termina de um jeito muito divertido.

Com certeza vou adicionar mais livros da autora à minha estante.

Resenha: A Elite

terça-feira, 12 de dezembro de 2017


Título: A Elite
Autor (es): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Ano: 2013
Idioma: Português BR
Páginas: 360

Sinopse: A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e ela está prestes a perder sua chance de escolher.

Este livro faz parte da saga "A Seleção". Confira a resenha do primeiro livro aqui.




Durante essa leitura eu passei por muitos sentimentos e sensações diferentes. Lá pela metade eu cheguei a achar que era o livro que eu mais tinha odiado em toda a minha vida devido à trama que foi se desenvolvendo e às coisas aparentemente absurdas que os personagens estavam fazendo. Felizmente, Kiera Cass nos enganou e, assim como America, só descobrimos intenções verdadeiras mais pro final da história.

Eu gostei muito, muito mesmo, do desenvolvimento dos personagens. Em "A Seleção" fiquei com um pé atrás, achando Maxon muito engessado, certinho, completamente fora da realidade. Mas em "A Elite" conhecemos suas fraquezas e seus desejos mais profundos, conhecemos seu lado humano. Para mim, esse foi um dos pontos altos da leitura.

Por outro lado, America mostrou um lado bem egoísta. Passou o tempo todo dividida entre Maxon e Aspen: queria um, mas algo não dava certo, então corria para o outro, como consolo, sem se importar com os sentimentos deles. Ela se preocupa, sim, com os outros, mas querer que suas criadas estejam protegidas durante os ataques dos rebeldes não faz com que ela seja uma heroína, nem uma pessoa altruísta - só faz com que ela seja decente.

A parte política, que eu achei que tinha deixado a desejar um pouco no primeiro livro, foi mais desenvolvida, mas ainda fiquei com uma pulga atrás da orelha. Aqui nos é apresentada a informação de que aconteceu uma Quarta Guerra Mundial e, como a história é baseada em lugares reais, fiquei me perguntando se ainda existiria tanta gente pra contar história caso uma Quarta Guerra Mundial acontecesse, já que uma Terceira Guerra Mundial seria nuclear e teria um poder enorme de destruição.

O único ponto negativo importante que encontrei foi a enrolação de America tentando decidir entre Aspen e Maxon e todo o dilema de "eu sirvo ou não para ser princesa?", apesar de eu mesma entendê-la. No mais, gostei muito da história, achei que a autora conseguiu fazer a trama ganhar muita força e já comecei a leitura do terceiro livro, muito empolgada e curiosa com o que ainda está para acontecer.